Blog criado para refletir a cerca da Gestão Escolar e do uso de tecnologias no ambiente escolar.
sábado, 13 de julho de 2013
Reflexão- Fichamento
ALMEIDA, Maria Elizabeth Biancocini de. Gestão de Tecnologias na Escola. [2012
• A história da implementação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na sala de aula forma parte de um processo mais amplo de informatização do ensino, que se origina com um investimento para informatização dos setores administrativos das escolas, em seguida inserindo-se na sala de aula de forma não integrada e através de atividades extraclasse, para por fim chegarmos ao paradigma atual, onde (supõe-se haver) a integração das TIC acontece como parte do processo de ensino-aprendizagem como um todo.
• Segundo Almeida (2012), a chegada das TIC à sala de aula traz, entre outras contribuições: (i) o acesso a informações e bancos de dados atualizados; (ii) criação de espaços de comunicação marcados pela interação e produção colaborativa, como blogs e grupos de discussão; (iii) o estabelecimento de novas formas de relacionar-se, articulando dimensões on-line e off-line, reduzindo distâncias e possibilitando encontros por meio dos recursos disponíveis. A autora acredita que essas contribuições de forma geral podem somar a um processo de redimensionamento da escola, abrindo e flexibilizando-o para novas formas de gestão, caracterizadas principalmente por uma maior participatividade e colaboração entre os atores envolvidos no ensino-aprendizagem.
• A autora ainda acredita que, apesar de seu amplo poder de integração, as TIC por si só não podem ser responsáveis pelo processo de mudança de paradigmas no ensino. Apoiada em António Nóvoa, a autora sugere que torna-se impossível estabelecer uma pedagogia de preparação para o futuro quando o próprio presente está comprometido, ou é desconhecido. Sendo assim, afirma-se que as TIC são importantes ferramentas que devem ser utilizadas e preparadas para os desafios do ensino de hoje.
• Ao enfatizar que “o fator primordial para a criação de comunidades e culturas colaborativas de aprendizagem, intercâmbio e colaboração é a qualidade da interação, quer presencial, quer a distância” (2012, p. 2), Almeida também afirma que esse processo de construção de interações saudáveis e qualificadas está sujeito a investimentos (financeiros, intelectuais e morais) na formação continuada do educador, de modo que o processo de inclusão ocorra nas várias instâncias que compõem o ensino: alunos e educadores.
• O PROINFO, programa institucional vinculado ao Ministério da Educação, segundo a autora constitui-se como uma iniciativa inovadora, contemplando vários avanços no que se refere à formação do professor para lidar com as novas tecnologias dentro da sala de aula, tendo em vista que contempla a diversidade das experiências socioculturais existentes nas diversas regiões. Além disso, outro aspecto do programa é o incentivo à projetos de formação através de professores-multiplicadores, tornando acessível o contato entre colegas.
• São essas mesmas diversidades e desigualdades entre regiões e escolas que constantemente aparecem como um obstáculo à implementação de recursos técnicos e informáticos ao ensino; muitas escolas têm problemas físicos ou estruturais que inviabilizam a criação de laboratórios de informática, por exemplo; ou quando há não existem outros recursos acessórios como conexão à internet. Além disso, o ensino no Brasil é marcado por uma dicotomia entre a esfera pedagógica e técnico-administrativa, estabelecendo mais obstáculos à criação de domínios colaborativos e de interação possibilitados pelas TIC.
• A superação dessa dicotomia pode conduzir a uma nova perspectiva em torno das TIC focalizando o papel dos sujeitos envolvidos não apenas como membros passivos, mas sim como sujeitos ativos e implicados no processo de viabilização e utilização de estratégias de colaboração e interação. Referindo-se em especial ao papel do gestor escolar, Almeida afirma: “o papel do gestor não é apenas o de prover condições efetivas para o uso das TIC em sala de aula, e sim que a gestão das TIC na escola implica gestão pedagógica e administrativa do sistema tecnológico e informacional”. Em outras palavras, compreendido o processo de ensino como uma responsabilidade que extrapola a sala de aula, a autora afirma que, o processo de integração das TIC se refere não apenas à preparação do professor para manuseá-las, mas de toda a comunidade escolar, evidenciando o papel do gestor escolar como componente mediador das atividades administrativas e pedagógicas.
• Em tal cenário onde todos precisam estar capacitados, os ambientes virtuais de aprendizagem surgem como um potencial agregador para a formação continuada dos agentes de ensino. Segundo a autora, tais espaços oferecem a possibilidade de trilhar caminhos particulares; o confronto com textos, imagens, opiniões de outros colegas também contribuem para o aprofundamento nos mecanismos e problemas em discussão, possibilitando a troca de experiências, teste de hipóteses, simulações que possibilitam um descentramento do processo de formação da tecnologia em si para a experiência humana. “Cada participante do ambiente compartilha valores, motivações, hábitos e práticas; tona-se receptor e emissor de informações, leitor, escritor e comunicador” (2012, p.7).
• No que se refere aos gestores, os ambientes virtuais possibilitam e permitem um processo colaborativo e interativo de troca de experiências, seleção e articulação de informações e pontos de vista que podem se tornar subsídios para tomada de decisões.
• A autora finaliza seu texto apresentando a experiência do PROINFO, um curso de formação continuada realizado com agentes de ensino da rede pública em sistema semipresencial e com utilização de ambientes virtuais de ensino, onde os participantes são convidados a discutir, interpretar e confrontar opiniões por meio de atividades e fóruns.
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Parabéns pela iniciativa, meu querido. Deus te abençoe!
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